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ARCADISMO/NEOCLASSICISMO – Principais Autores e Obras

   PRINCIPAL AUTOR EM PORTUGAL
  Manoel Maria Barbosa du BOCAGE                             (1765, Setúbal -1805, Lisboa)

   A vida de Bocage é muito parecida com a vida de Camões,    a quem Bocage muito admirava.

   • Aos 16 anos tornou-se soldado da Infantaria.

   • Mudou-se para Lisboa e entrou para a Armada Real      Portuguesa. Na marinha, teve uma vida boêmia e desregrada.

   • Teve uma grande paixão: Gertrudes, sua musa inspiradora, que

      aparece em seus escritos com o pseudônimo de Gertrúria.

   • Como Camões, também viveu passando de colônia em colônia

     (há quem diga que passou também pelo Brasil).

   • Quando retornou a Portugal, Bocage teve uma grande desilusão:

     sua amada havia se casado com Gil du Bocage, seu irmão. Isso

     fez com que Bocage voltasse a ter uma vida boêmia.

   • Acusado de ter idéias anticatólicas e antimonarquistas foi preso

     em 1797 por 2 anos. Foi solto em 1799.

   • Usava o pseudônimo de Elmano Sadino.

   Sua poesia pode ser dividida em lírica, amorosa e satírica, mas foi, sem dúvida, na poesia lírica que a genialidade criativa de Bocage se destacou, fazendo desse poeta um “clássico” da Literatura Portuguesa.

   •   Seus primeiros escritos guardam as marcas do Arcadismo, porém Bocage desenvolveu uma forma pessoal de se expressar. Manteve a linguagem clara e objetiva dos árcades, juntando a ela uma maneira pessoal e cheia de emoção. Criou um universo poético com características que anunciavam o próximo movimento literário. Bocage é na verdade um pré-romântico. Essa era uma tendência que ainda engatinhava em Portugal.

PRINCIPAIS AUTORES NO BRASIL



  TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA (1744-1810)

   • Veio menino para o Brasil e estudou na Bahia com os jesuítas.

   Formou-se em direito em Coimbra.

   • Só começou a exercer seu talento poético quando, aos 38

     anos, veio para o Brasil, tornando-se ouvidor em Vila Rica.

   • Apaixonou-se perdidamente por Maria Dorotéia (Marília),

     embora fosse 22 anos mais velho do que ela. Marília foi sua

     musa inspiradora.

   • Participou da Inconfidência Mineira.

   • Denunciado por Joaquim Silvério dos Reis, foi preso, enviado

      para Ilha das Cobras, em Fortaleza, ficando lá durante o

      processo. Conseguiu se livrar das acusações, sendo

      deportado para África em 1792.

   •  Em seus poemas está sempre presente a musa Marília. A obra

      é um monólogo, pois o poeta é sempre o centro dos poemas.

   Em sua obra satírica chamada Cartas Chilenas aparecem as críticas ao governador Cunha Menezes, chamado nas cartas de Fanfarrão Minésio. Essas cartas eram escritas em versos decassílabos. Circulavam em Vila Rica antes da Inconfidência Mineira sem o nome do autor, porque continham críticas severas ao governador.

   Obras

       Lírica: Marília de Dirceu                 

       Satírica: Cartas Chilenas

       Jurídica: Tratado de Direito Natural (escrito em

       Portugal para um concurso na universidade).



  CLÁUDIO MANOEL DA COSTA (1729-1789)

   • Nasceu em Rio do Carmo (hoje Mariana) e morreu em Vila

     Rica (hoje Ouro Preto).

   • Iniciou o Arcadismo no Brasil com a publicação de Obras

     Poéticas.

   • Formou-se em Direito em Coimbra, viveu em Lisboa, onde

     tomou contato com o Arcadismo português.

   • De volta ao Brasil, passou a viver em Vila Rica, exercendo as

     funções de secretário de governo da capitania.

   • Pensava em fundar a Arcádia Ultramarina em Minas Gerais,

     mas acabou sendo preso por ter participado da Inconfidência

     Mineira. Foi encontrado morto, em sua cela, em 1789.

   O poeta recebeu forte influência do Barroco. Isto ajudou a

     diferenciar sua obra de uma simples cópia dos livros clássicos;

     Cláudio Manoel da Costa apresenta um estilo próprio e

     original de interpretação do arcadismo no Brasil.

   •   O livro Obras Poéticas (1768) é sua primeira e melhor obra, sendo     considerada um marco do Arcadismo no Brasil. Vila Rica (1837) foi um poema épico de menor importância.

   •   O autor usava o pseudônimo (nome falso) de Glauceste  Saturno.

•   Foi excelente sonetista, tendo sido influenciado por Camões.

  
  BASÍLIO DA GAMA (1741-1795)

   •  Fez seus primeiros estudos no colégio dos jesuítas no Rio  de Janeiro. Era noviço na época em que os jesuítas foram  expulsos do Brasil. Para não sofrer perseguições, foi para a  Itália e depois para Portugal.

   •  Sua obra mais significativa é o poema épico O Uraguai, que trata da luta dos índios da região de Sete Povos das Missões contra os portugueses e espanhóis. O poema tem dois objetivos: elogiar, o então ministro português, Marquês de Pombal e sua política, e criticar, ao mesmo tempo, os jesuítas.


Frei José de SANTA RITA DURÃO (1722-1784)

    •  Iniciou os estudos no Rio de Janeiro, depois foi para Coimbra, onde estudou Teologia. Perseguido pelo Marquês de Pombal, fugiu para Itália, onde permaneceu por 20 anos.

   •  Sua principal obra é o poema épico Caramuru, que fala do descobrimento da Bahia por Diogo Álvares Correia, conhecido por Caramuru (filho do Trovão). A narrativa mistura lendas e fatos históricos e procura seguir o modelo da obra de Camões (Os Lusíadas).



Inácio José de Alvarenga Peixoto (1744?-1792) Estudou com os jesuítas e formou-se com louvor na Universidade de Coimbra. Foi juiz e ouvidor. Casou-se com uma poetisa e deixou a magistratura, ocupando-se da lavoura e mineração no MG. Foi implicado na Inconfidência Mineira junto com seu parente, Tomás Antônio Gonzaga, e seu amigo Cláudio Manuel da Costa. Sentenciado a morte, teve a sentença comutada para degredo para Angola, onde morreu num presídio. Sua obra artística foi pequena, mas bem acabada.

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