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BARROCO – Principais autores e Obras

 BENTO TEIXEIRA

—  Veio cedo para o Brasil; formou-se no Colégio da Bahia, onde foi professor de   primeiras letras.

—  Assassinou a mulher em 1594; fugindo à prisão, refugiou-se em  no convento   dos beneditinos, em Olinda.

— A redação de Prosopopéia aconteceu durante o isolamento no convento. Tudo indica que o motivo não era outro senão o de agradar os poderosos, principalmente Jorge de Albuquerque Coelho, donatário da Capitania de Pernambuco.

—  PROSOPOPÉIA

—  POEMA ÉPICO – Poemeto épico, em 94 estâncias (o mesmo que estrofe) de oitava-rima (as estrofes de oito versos têm os dois últimos rimando entre si), em versos decassílabos (dez sílabas métricas), conforme ensinava Camões, em Os Lusíadas.

—  O livro conta os feitos históricos de Jorge de Albuquerque Coelho, governador   de Pernambuco, a quem o autor pretendia agradar.

—  A imitação de Os Lusíadas é frequente, desde a estrutura até as construções sintáticas. Isto tirou da obra o valor literário que, porventura, pudesse ter, ficando a fama histórica de ser o livro inaugurador do Barroco brasileiro.

—  Considerado o primeiro poema épico de nossa literatura.

 

Padre Antônio Vieira
(Lisboa, 1608 – Salvador, BA, 1697)      

—  Foi matriculado no colégio Jesuíta em salvador;foi graduado em Mestre das Artes, sai de casa e inicia seu noviciado no ano de 1623 na Companhia de Jesus.—  Pregou pela primeira vez em 1633, o sermão: XIV, da série Maria, Rosa Mística.

—  Vieira então parte para Portugal em 1641 quando é restaurada a monarquia lusitana com a Casa de Bragança, para mostrar fidelidade ao rei, D. João IV. Prega na Capela real pela primeira vez no ano de 1642, como um pregador próprio do Rei, servindo como conselheiro e embaixador e de 1646 a 1651 atuou como homem de negócios do reino (diplomata), na Itália, na Holanda e na França.

—  No ano de 1652, ele voltou para o Brasil a fim de dominar todos os encargos do Maranhão, dedicando-se também à catequese dos índios, viajando até o Amazonas.

—  Desanimado, voltou para Portugal no ano de 1654, tentando achar uma solução para os problemas dos índios.

        Seus escritos podem ser divididos em:

         profecias;              cartas;          sermões.

—  *Profecias:  obras que revelam seu nacionalismo, bem  como seu estilo alegórico de interpretação da bíblia.

—  *Cartas: escreveu cerca de quinhentos documentos que falam sobre o relacionamento entre Portugal e Holanda, sobre a Inquisição e a situação da Colônia.

—   *Sermões: são quase duzentos sermões, em estilo Barroco conceptista ou seja jogava com idéias e conceitos.

 

MANUEL BOTELHO DE OLIVEIRA

Nasceu na Bahia, em 1636; filho do Capitão da Infantaria Antônio Álvares de Oliveira. Faleceu na Bahia, em 5 de janeiro de 1711.

Após os preparatórios, estudou jurisprudência em Coimbra, quando foi companheiro de Gregório de Matos. Regressando à Bahia, dedicou-se durante anos à advocacia. Foi vereador do Senado e da Câmara da Bahia. Recebeu o título de Fidalgo da Casa Real.

Casou-se com Antônia de Meneses; depois de enviuvar, casou-se com Filipa de Brito Freire.

Destacou-se na poesia barroca, ganhando fama de gongorista.

Era capaz de escrever com perícia em quatro idiomas (português, latim, italiano e espanhol), praticando várias formas de poesia: sonetos, madrigais, redondilhas, epigramas, oitavas, décimas

—  Produziu um único livro: Música do Parnaso, publicado em 1705, em Lisboa. A obra foi impressa na oficina de Miguel Menescal, tipografia do Santo Ofício, sob licença das autoridades competentes. Ficou sendo, assim, o primeiro livro impresso de autor nascido no Brasil.

—  Foi contemporâneo de Gregório de Matos no curso de Direito, em Coimbra.

 

GREGÓRIO DE MATOS GUERRA
 (Bahia, 1636 – Pernambuco, 1696)   

—  Estudou em Coimbra, formou-se em Direito e foi juiz em Lisboa; casou-se em Portugal e, depois da morte de sua  mulher, voltou ao Brasil para ocupar um cargo importante; depois de ser afastado do cargo começou a produzir sua obra satírica, pois passou a viver entre as camadas mais pobres; utilizava palavrões ao criticar toda a sociedade baiana e por isso foi chamado de  ”O Boca do Inferno“; foi mandado para Angola e proibido de voltar à Bahia; retornou ao Brasil, indo viver em Pernambuco, onde morreu. Sua obra se divide em:

   * lírica amorosa          * lírica religiosa             * satírica

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