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CLASSICISMO – Principais autores: Camões e Francisco Sá de Miranda

FRANCISCO DE SÁ DE MIRANDA (1495-1558)

Introduziu em Portugal novos conceitos da arte renascentista e uma nova forma poética, (medida nova) o soneto.

Medida nova: versos decassílabos

Medida velha: redondilho menor (cinco sílabas poéticas), redondilho maior sete (sílabas poéticas).

A volta do poeta da Itália, em 1526, é considerada o momento inicial do Classicismo em Portugal. A importância de sua viagem é muito grande, porque na Itália que Sá de Miranda, educado com um mentalidade medieval, entra em contato com a visão humanista e com as inovações literárias do período, principalmente a partir da  obra de Petrarca. Tanto sua formação medieval quanto as novas idéias renascentistas tiveram expressão em sua obra.

LUÍS VAZ DE CAMÕES (1525?-1580)

Escritor mais representativo do Classicismo português; escreveu poesia lírica e épica, além de peças teatrais.

Luís Vaz de Camões é considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa. Em sua vasta obra, imortalizou as glórias de seu povo, registrou de modo sublime os sofrimentos amorosos, indagou sobre as inconstâncias e incertezas da vida.

Usou com maestria, os metros característicos da medida velha e medida nova.

A visão que os clássicos tinham do amor fundamentava-se, basicamente, em três aspectos: o racionalismo, a idealização e o espiritualismo.

O mundo representado por Camões é dinâmico. Assim, ser humano e natureza estão sujeitos a constantes modificações. Porém, enquanto as mudanças da natureza seguem um ritmo, as sofridas pelas pessoas não seguem uma “lei” natural, o que pode trazer tristeza e sofrimento.

Amor é fogo que arde sem se ver (Soneto)

QUARTETOS 1. Amor é fogo que arde sem se ver,

2. É ferida que dói e não se sente;

3. É um contentamento descontente;

4. É dor que desatina sem doer.

 

5. É um não querer mais que bem querer;

6. É solitário andar por entre a gente;

7. É nunca contentar-se de contente;

8. É cuidar que se ganha em se perder.

TERCETOS 09. É querer estar preso por vontade;

10. É servir a quem vence, o vencedor;

11. É ter com quem nos mata lealdade.

 

12. Mas como causar pode seu favor

13. Nos corações humanos amizade,

14. Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Os Lusíadas (1572)

A estrutura

10 cantos

1.102 estrofes organizadas em oitava rima (ABABABCC)

8.816 versos, todos decassílabos

Cada canto, na epopeia, corresponde a um capítulo

das obras em prosa

O tema: cantar “a glória do povo navegador português” e a memória dos reis que “foram dilatando a Fé, o Império”.

O herói: o navegador Vasco da Gama. A leitura do poema, porém, revela também o caráter heroico do povo lusitano.

A divisão dos Cantos

1. Introdução – entende-se pelas dezoito estrofes do canto I e subdivide-se em:

Proposição (estrofes 1,2 e 3), em que o poeta apresenta o que vai cantar, ou seja, os feitos heroicos dos ilustres barões de Portugal.

Invocação (estrofes 4 e 5), em que o poeta invoca as Tágides, ninfas do rio Tejo, pedindo a elas inspiração para fazer o poema.

Dedicatória ou oferecimento (estrofes 6 e 18), em que o poeta dedica seu poema a D Sebastião, rei de Portugal.

2. Narração

    Na narração(da estrofe 19 do Canto I até

a estrofe 144 do CantoX), o poeta relata a viagem

propriamente dita dos portugueses ao Oriente. Essa é, portanto, a parte mais longa do relato e vários são os episódios que nela se destacam.

3. Epílogo

     É a conclusão do poema (estrofes 145 a 156 do Canto X), em que o poeta demonstra cansaço e apresenta certo tom melancólico. Conclui aconselhamento ao rei e ao povo português que sejam fiéis à pátria e ao cristianismo.

               Episódios famosos:

  •    Concílio dos Deuses ( canto I )
  •    Inês de Castro ( canto III)
  •    O Velho do Restelo ( canto IV )
  •    O Gigante Adamastor ( canto V )
  •    Ilha dos Amores ( canto IX )

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