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HUMANISMO – contexto histórico, características e produções literárias.

CONTEXTO HISTÓRICO

O humanismo foi uma época de transição entre a Idade Média e o Renascimento.

 Como o próprio nome já diz, o ser humano passou a ser valorizado.

Foi nessa época que surgiu uma nova classe social: a burguesia. Os burgueses não eram nem servos e nem comerciantes.

Com o aparecimento desta nova classe social foram aparecendo as cidades e muitos homens que moravam no campo se mudaram para morar nestas cidades, como consequência o regime feudal de servidão desapareceu.

Foram criadas novas leis e o poder parou nas mãos daqueles que, apesar de não serem nobres, eram ricos.

O “status” econômico passou a ser muito valorizado, muito mais do que o título de nobreza.

As Grandes Navegações trouxeram ao homem confiança de sua capacidade e vontade de conhecer e descobrir várias coisas. A religião começou a decair (mas não desapareceu) e o teocentrismo deu lugar ao antropocentrismo, ou seja, o homem passou a ser o centro de tudo e não mais Deus.

Os artistas começaram a dar mais valor às emoções humanas.

É bom ressaltar que todas essas mudanças não ocorreram do dia para a noite.

Entre os séculos XIV e XV, uma mudança significativa passa a ocorrer na Europa medieval. O ser humano começa  a se libertar do poder centralizador da igreja e a desenvolver uma nova mentalidade em que cabem preocupações e prazeres mais humanos.

      • crise do feudalismo
      • crise da igreja católica
      • ressurgimento das cidades
      • prosperidade da burguesia
      • início do mercantilismo
      • início das grandes navegações
      • o teocentrismo dá lugar ao antropocentrismo.
Nesse período, compreendido entre a transitoriedade da Baixa Idade Média e início da Moderna (séculos XIV a XVI), os avanços científicos começavam a tomar espaço no meio cultural.
Na Literatura, os autores italianos que maior influência exerceram foram: Dante Alighieri (Divina Comédia), Petrarca (Cancioneiro) e Bocaccio (Decameron). Os gêneros mais cultivados foram: o lírico, de temática amorosa ou bucólica, e o épico, seguindo os modelos consagrados por Homero (Ilíada e Odisséia) e Virgílio (Eneida).
A tecnologia começava a se aflorar nos campos da matemática, física, medicina. Nomes como Galileu, Paracelso, Gutenberg, dentre outros, começavam a se despontar, em razão das descobertas feitas por eles.
Além disso, a filosofia se desponta como uma atividade intelectual renovada no interesse pelos autores da Antiguidade clássica: Aristótoles, Virgílio, Cícero e Horácio.
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Renascimento

movimento de renovação, expressão artística e cultural de uma época marcada por fatos decisivos que acentuam o declínio da Idade Média e deram origem à Era Moderna.

 

O pintor holandês registra  aqui o enriquecimento da burguesia.

Marinus Claeszon Van Reymerswaele, “ O cambista e sua esposa” ,1539.

O pintor holandês registra  aqui o enriquecimento da burguesia.

 

PROSA HISTORIOGRÁFICA

Fernão Lope: cronista dos reis e do povo.

 A nomeação de Fernão Lopes como cronista-mor do reino, em 1434 é considerado o marco inicial do Humanismo português. Sua função era registrar, em crônicas, a história dos que governavam Portugal. Ele permaneceu no cargo até 1464 e escreveu três crônicas: 

Crônica de El-Rei D.Pedro I:  compilação e crítica dos principais acontecimentos do reinado de D.Pedro I. Nesse volume, encontra-se o relato do episódio da morte de Inês de Castro, amante do rei, assassinada a mando de D. Afonso IV, pai de D. Pedro.

Crônica de El-Rei D. Fernando: reconstituição do período que se inicia com o casamento de D. Fernando com Dona Leonor Teles e encerra-se com a Revolução de Avis.

Crônica de El-Rei D. João: dividida em duas partes, a primeira começa com a morte de D. Fernando, em 1383, e termina com a revolução que leva D. João I ao trono português, na segunda parte é descrito o reinado de D. João até 1411.

POESIA PALACIANA

 A poesia palaciana consistia em composições coletivas, produzidas para ser apresentadas nos serões do Paço Real, diante da corte. Durante o reinado de D. Afonso V, conhecido como “O Humanista”, esses serões eram frequentes , com a realização de concursos poéticos, audição de música, recitação de poesia.

Os poemas palacianos apresentaram muitas inovações em relação ao Trovadorismo, principalmente no tratamento dado ao tema do amor, agora apresentado de modo menos idealizado.

Lorenzetti, Ambrogio, Os efeitos de um bom governo, 1338-1339

    Nessa obra, Ambrogio retrata o reflorescimento da vida urbana e do comércio.  

Teatro de Gil Vicente

Na Idade Média, as peças de teatro eram todas de caráter religioso e costumavam ser apresentadas no pátio das igrejas e dos mosteiros. Quando o Paço Real adquire maior importância, torna-se centro da movimentação cultural e o local onde as peças passam ser encenadas. A atividade teatral se intensifica e passa a abordar temas mais variados.

As peças de Gil Vicente têm caráter moralizante, ou seja, procuram tematizar os comportamentos condenáveis e enaltecer as virtudes.


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