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REALISMO / NATURALISMO – Principais Autores e Obras

POESIA REALISTA EM PORTUGAL

ANTERO Tarqüínio DE QUENTAL ( Açores, 1842-1891 )

* Filho de latifundiários tradicionais

* Ingressou aos 16 anos na Faculdade de Direito em Coimbra

*  Aos 23 anos publicou Odes Modernas

*  Sua obra caracteriza-se pelo pessimismo e pela busca de respostas metafísicas para questões humanas como a vida, a morte, as forças do inconsciente- meditação

*  Sofrendo de um mal psicológico que o levava a depressão, suicidou-se em 11 de Setembro de 1891.

Obras:

Poesia: Odes Modernas; Sonetos Completos; Primaveras românticas; Raios de extinta luz.

Prosa: Prosas dispersas; Prosas

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CESÁRIO VERDE ( 1855 – 1886 )

* Filho de um comerciante e proprietário rural.

* Freqüentou o curso superior de Letras, sem completá-lo

* Explorou temas da realidade objetiva e cotidiana, utilizando uma linguagem comum e livre de exageros da retórica para valorizar o trabalho, protestar contra a degradação humana, falar das ruas de Lisboa e retratar os cidadãos comum

* Seu valor foi reconhecido postumamente, muitos anos após a edição de seu único livro.

* Morreu aos 31 anos, vítima de tuberculose.

Obra:

Poesia: O Livro de Cesário Verde ( póstumas, 1887 )

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PROSA

 

                                            José Maria de EÇA DE QUEIRÓS (1845-1900)

 • Nasceu em Póvoa de Varzim, iniciou seus estudos na cidade do Porto e formou-se em Direto pela Universidade de Coimbra. Só começou a dedicar-se ao jornalismo e à prosa de ficção a partir de 1871. Exerceu funções diplomáticas em Cuba, na Inglaterra e depois em Paris, onde morreu.

 • Foi o principal representante da prosa realista/naturalista portuguesa. Ele é considerado o autor do primeiro romance realista, chamado O Crime do Padre Amaro.

Sua obra pode ser dividida em três fases:

1ª fase: Prosas Bárbaras — volume que reúne textos publicados em folhetins; e o romance A Misteriosa Casa de Sintra (1871). Nessa fase o autor está ainda sob a influência romântica.

2ª fase: reúne o melhor de sua obra, de caráter evidentemente realista/naturalista. Nessa fase, Eça de Quierós critica principalmente a burguesia e o clero com os romances: O Crime do Padre Amaro  (1875); O Primo Basílio  (1878); Os Mandarins (1879); A Relíquia (1887) e os Maias (1888).

Merecem  destaque O Crime do Padre Amaro e O Primo Basílio.

3ª  Fase: chamada de pós-realista, na qual ele já não demonstra preocupação com seu tempo. Desiludido, passa a  defender a política colonialista e o nacionalismo.

Essa  fase revela sua meditação sobre a existência humana  e o futuro da pátria, e, ainda, a proposta de volta campo. São dessa fase: A Ilustre Casa de Ramires e A Cidade e as Serras (1901).

Além de excelente contista, é considerado um dos maiores prosadores da Literatura Portuguesa.

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 Joaquim Maria MACHADO DE ASSIS (1839-  1908)

 • É considerado o mais representativo autor  realista.

 • Nasceu no Rio de Janeiro; no Morro do  Livramento. Era mestiço, filho de um mulato  com uma portuguesa. Sofria de epilepsia,  tendo ficado órfão aos dez anos. Foi criado  pela madrasta; viveu a adolescência entre o  morro e as portas de colégios, vendendo doces; estudou aqui e ali em escolas  públicas, mas instruiu-se sozinho, à custa de  muita leitura.

• Teve seu primeiro emprego numa tipografia, onde fazia de tudo. Lá fez contatos com gente muito importante o que facilitou o desenvolvimento de sua carreira. Aos 16 anos, teve um poema publicado no jornal Marmota Fluminense e aos 19 anos já era colaborador constante de jornais e revistas.

Sua obra é formada por contos, romances, crônicas, poemas e peças de teatro.

Obras

Poesia: Crisálidas (1864); Falenas(1770); Americanas(1875).

Contos: Contos Fluminenses (1870); Histórias da Meia-noite (1873); Papéis Avulsos (1882); Histórias Sem Data (1884); Relíquias da Casa Velha (1906).

Romances românticos: Ressurreição (1872); A Mão e a Luva (1874); Helena (1876); laiá Garcia (1878).

Romances realistas: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881); Quincas Borba (1891); Dom Casmurro (1889); Esaú e Jacó (1904), Memorial de Aires (1908).

Teatro: Queda que as Mulheres têm pelos Tolos; Desencantos; Quase Ministro e outras.

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 ALUÍSIO Tancredo Gonçalves DE AZEVEDO    (1857-1913)

 • Nasceu em São Luís do Maranhão. Sua primeira  vocação foi a pintura. Trabalhou em jornais e  revistas do Rio de Janeiro. Com a morte de seu  pai voltou para São Luís.

 • Em 1881, publicou o romance de tendências  naturalistas, que criticava o preconceito racial, O  Mulato, que foi muito criticado. Voltou para o Rio  de Janeiro, e para sobreviver escreveu vários  folhetins românticos. Escreveu também nesta época os livros Casa de Pensão e O Cortiço, dentro do estilo realista-naturalista.

Obras

Romances românticos: Uma lágrima de mulher (1879); Memórias de um Condenado (ou A Condessa Vésper) (1882); Mistério na Tijuca (ou Girândola de Amores) (1882); Filomena Borges (1884); A Mortalha de Alzira (1884).

Romances naturalistas: O Mulato (1881); Casa de Pensão (1884): O Homem (1887); O Cortiço (1890); O Coruja (189O).

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 RAUL POMPÉIA (1863-1895)

 Nasceu em Angra dos Reis. Era filho de fazendeiro e estudou nos melhores colégios do Rio, em regime de internato.

Participou ativamente da vida política e, por meio de sua ligação com a imprensa como jornalista, envolveu-se em polêmicas. Ofendido e deprimido veio a cometer suicidio em 1895, no Rio de Janeiro.

Sua obra é formada principalmente de romances.

O seu romance mais famoso. O Ateneu, foi publicado em folhetins e ilustrado com desenhos do próprio Raul Pompéia.

Obras

Romances: Uma Tragédia no Amazonas; As Jóias da Coroa; O Ateneu, Agonia (inacabado).

Conto: Microscópicos.

Poema em prosa: Canções sem Metro.

Sua obra mais significativa é O Ateneu, que narra os acontecimentos num internato que tem um sistema de favores e proteção que reflete a decadência social da época.

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